O conclave congrega os cardeais num clima de profunda oração. Não se trata de um encontro político, no qual se discute quem pode ser o melhor Papa. A propósito, sabemos que, à luz da fé, o sucessor de são Pedro é escolhido pelo Espírito Santo, sendo os purpurados meros instrumentos.
O direito canônico, especificamente a constituição apostólica Universi Dominici Gregis, fornece as diretivas do desenvolvimento do conclave. Há lugar para o escrutínio e para a oração. É óbvio que os cardeais não são obrigados a ficar mudos o tempo todo. Permite-se a conversa. Entretanto, nos colóquios não há de transparecer a intenção de voto de ninguém. O voto é secreto.
Quer na Capela Sistina, onde se realiza propriamente a votação, quer na Casa Santa Marta, onde se hospedam, os cardeais podem e devem debater questões acerca dos rumos da Igreja, dos problemas maiores que a afligem, das soluções plausíveis etc.
Todo cardeal participante do conclave tem a perfeita clareza de que a eleição do Papa constitui, antes de tudo, um ato religioso. Desta feita, compreende-se o porquê do sigilo e da gravíssima pena de excomunhão para um eventual infrator desta regra.
No silêncio e na oração, entremeados por colóquios módicos, os cardeais obtêm a paz de consciência imprescindível para eleger o Papa.

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