A física está repleta de esquisitices, dos mais diversos tipos. Partículas que não existem além de probabilidades, gatos que estão mortos e vivos ao mesmo tempo ou é o tempo que muda conforme nos movemos.
Nesse artigo reunimos 10 estranhos fatos que podemos encontrar nesse maravilhoso mundo que parte da relatividade até a física quântica.
E se o sol fosse formado por bananas?
Seria tão quente como é. O grande calor de nossa estrela (aproximadamente centenas de milhares de bilhões de toneladas) cria um enorme campo gravitacional que coloca seu núcleo sobre uma colossal pressão. Do mesmo modo que uma bomba de encher pneus de bicicleta fica quente quando a bombeamos (a pressão aumenta a temperatura), com o Sol ocorre o mesmo.
Caso o sol, ao invés de hélio e hidrogênio, fosse formado por infinidade de bananas, a pressão seria igualmente grande, e isso criaria uma enorme temperatura. Por isso, a diferença da composição do Sol (se é hidrogênio ou bananas) é pequena, mas existe. Isso por que uma estrela formada por bananas não teria reação de fusão que mantém as estrelas comuns aquecidas por bilhões e bilhões de anos, e a estrela esfriaria mais rápido então.
Toda a matéria que forma a humanidade cabe em cubo de açúcar
Cerca de 99,9999999% do interior do átomo é vazio. Se retirarmos todo esse espaço vazio de todos os átomos que formam todas as pessoas do mundo e compactá-los em um tamanho de um cubo de açúcar, sua massa pesaria 5 milhões de toneladas – algo 10 vezes maior que o peso de todos os seres humanos vivos juntos.
Aliás, algo semelhante acontece com as estrelas de nêutrons, resultante de uma supernova. A massa dessas pequenas estrela é tão absurdamente alta que nela os prótons simplesmente não podem existir.
Eventos futuros alteram o passado
As esquisitices do mundo quântico nos intrigam cada vez mais. Na experiência de dupla fenda, no qual a luz se comporta tanto como onda quanto como partícula, quando observamos a luz passando através das fendas, a forçamos a se comportar como partícula. Se a observarmos somente após que passa pela fenda em uma tela, ela se comporta como onda. E quando a observamos passando pela fenda e então observamos seu caminho, ela é forçada a encontrar outra trajetória. Ou seja, a causalidade funciona de trás para frente – e o presente está afetando o passado.
Claro que no laboratório isso o resultado foi observado em pequenas frações de segundo, mas alguns pesquisadores acreditam que a luz de distantes estrelas, ao passar por um campo gravitacional intenso, acaba mudando o que aconteceu há milhares ou milhões de anos atrás.
Quase todo o universo está em falta
Existem centenas de milhares de bilhões de galáxias no universo observável, e cada galáxia dessa abriga algo entre 10 milhões e 1 trilhão de estrelas. Nosso sol é uma pequena estrela comparada com todas as demais, e pesa centenas de milhares de bilhões de toneladas. Tudo isso que citamos corresponde a matéria visível e comum, aquela que compõem estrelas, galáxias, planetas, pessoas, e tudo o que se conhece no universo.
Contudo, somente 4% do universo é composto por essa matéria. Os outros 96% da massa do universo não é visível, mas sabemos que existe por causa de sua gravidade, muito superior por sinal. Esse material estranho é denominado matéria escura, e pesa 6 vezes mais que a matéria normal. No entanto, cientistas ainda não sabem do que se trata.
Esses 96% do “universo invisível” está dividido entre matéria e energia escura. A energia escura é a única explicação para a crescente expansão do universo, e assim como a matéria escura, reina entre os maiores mistérios do universo.
A velocidade da luz é mutável
Você já deve saber que a velocidade da luz no vácuo são exatos 299.792.458 (quase 300 mil) quilômetros por segundo. Conforme previsto por Einstein, nada no universo pode ultrapassar essa velocidade. Contudo, na água os fótons (partículas que compõem a luz) viajam algo em torno de 3/4 dessa velocidade.
Em aceleradores de partículas e reatores nucleares, as partículas são aceleradas para algo muito próximo da velocidade da luz. E se os fótons passam por um meio isolante que a diminui, eles podem ultrapassar essa velocidade em reatores.
Isso causa um brilho de coloração azulada, denominada radiação de Cherenkov, algo semelhante com o que acontece quando a barreira do som é ultrapassada, porém com a luz. Por esse motivo, os reatores nucleares brilham no escuro.
Infinitos de você lendo esse artigo

De acordo com os cosmólogos, esse imenso universo observável composto por uma infinidade de galáxias é somente um dentro outros infinitos universos existentes paralelamente.
Cada universo abriga um possível resultado da ação de cada pessoa ou ser vivo no universo atual. Por exemplo, se você tem duas escolhas a fazer (e escolhe uma delas), o outro de “você” no universo paralelo escolheu a segunda opção, e criou uma versão diferente do futuro (o universo se dividiu em duas cópias, no qual você se mantém no original), que pode e certamente irá alterar todo o rumo futuro da história em cada universo. Isso acontece a todo instante – uma infinidade de outros universos pode estar sendo gerada a partir de nosso universo.
Essa maluquice toda está baseada nas leis da mecânica quântica e da Teoria da Caos.
Buracos negros não são negros
O corpo mais exótico do universo é geralmente representado como um imenso monstro negro, sem luz alguma. No entanto, eles emitem um brilho, denominado radiação Hawking. Parte da matéria que o buraco negro engole é devolvida para o espaço em forma de radiação, que brilha, e faz com que o buraco negro perca massa até possivelmente evaporar por completo, se não tiver o que engolir por perto.
Passado, presente e futuro não existem
Segundo a teoria da relatividade, o tempo como o conhecemos simplesmente não existe. Einstein sempre disse que a diferença entre passado, presente e futuro é uma mera ilusão. Isso porque quanto mais rápido andamos, mais devagar o tempo passa. Alguém que desse uma volta na órbita Terra à 50% da velocidade da luz, não teria envelhecido tanto quando voltasse para o planeta. Enquanto seu irmão gêmeo envelheceu 1 ano, você que estava em órbita envelheceu 6 meses, e assim por diante. Em outras palavras, você viajou para o futuro, enquanto todos os demais na Terra prevaleceram num suposto presente.
Se houvesse como chegar a velocidade da luz, voltaríamos no tempo. Mas existem outras formas mais inteligentes de fazer isso, tal como os buracos de minhoca.
Isso já foi confirmado pelos pesquisadores com vários experimentos práticos. A mesma teoria ainda prevê que estamos nos movendo numa dimensão chamada tempo na velocidade da luz, e quando nos movemos fisicamente, pegamos emprestado um pouco de velocidade (pois é impossível viajar na velocidade superior à da da luz) e em troca fornecemos um pouco de tempo, por isso este passa mais devagar quando nos movemos.
Claro que para velocidades pequenas o efeito é imperceptível, mas quando se atinge pelo menos 1% da velocidade da luz, a incrível teoria de Einstein começa a fazer efeito significativo.
Ação fantasmagórica à distância
Foi Einstein quem cravou o título do tópico quando soube que uma partícula é capaz de alterar as propriedades de sua companheira mesmo estando do outro lado do universo.
Isso porque as partículas subatômicas possuem uma propriedade denominada spin. Quando duas delas são criadas juntas, uma delas terá seu spin (que é o comportamento giratório da partícula) no sentido horário e a outra no sentido anti-horário. Quando se observa uma delas, sua propriedade de spin é alterada (passa a girar no outro sentido), e não somente a sua: mesmo que sua partícula companheira esteja localizada do outro lado da galáxia (e até mesmo do universo), ela também será alterada, pois é impossível que ambas tenham o mesmo sentido de rotação do spin.
Embora cientistas não tenham testado se isso é verdade do outro lado do universo, o experimento já funcionou do outro lado do laboratório, e teoricamente, a distância não importa nesse incrível fenômeno.
Maior velocidade = maior massa

Quanto mais você corre, mais pesado fica, claro que não permanentemente. Já sabemos que a velocidade limite é a da luz, ou seja, quando algo viaja próxima dela e se dá uma força para ir mais rápido, essa energia deve ir para algum lugar – para a massa. Segundo E=MC2, energia e massa são equivalentes, e quanto mais energia é colocada em algo, mais ele fica pesado.
Só como curiosidade, o motivo de não poder haver uma velocidade superior à da luz é que isso exigiria uma energia infinita, algo que nem em todo o universo junto há.
Fonte: misterios do mundo








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